A histórica ausência de políticas públicas de prevenção da violência juvenil por parte do Estado, vem vitimizando duplamente a população vulnerável socialmente: primeiro, pelo acirramento do processo de criminalização das pessoas excluídas do exercício da cidadania; segundo, pela própria violência do sistema de justiça criminal que tem sido desigual e discriminador.
Trabalhando na direção de enfrentamento deste contexto, o Instituto de Acesso à Justiça – IAJ, Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), com sede na cidade de Porto Alegre, foi fundado em 2002, com a missão dedicar-se à efetivação dos direitos fundamentais da população vulnerável social e economicamente. Através de uma rede transdisciplinar e de projetos,o IAJ vem prestando a adultos e adolescentes um atendimento de natureza integral (jurídico e psicossocial), possibilitando a eles ocuparem uma posição diferenciada da situação anterior: não mais apenas objeto da repressão estatal, mas sujeito de um processo multiplicador de direitos e deveres para o exercício pleno da cidadania.
O IAJ defende que os princípios constitucionais da ampla defesa e do contraditório sejam efetivamente assegurados, bem como trabalha para que todos os demais direitos constitucionais, estatutários e de outros instrumentos nacionais e internacionais sejam garantidos.
O IAJ intervém, também, através de ações de alcance coletivo e de visibilidade social, tal como campanhas, ações públicas, promoção e apoio de eventos afins à temática da violação de direitos, formação e sensibilização de profissionais.
Destacam-se algumas das ações promovidas pelo IAJ:
- Seminário sobre a Reforma do Judiciário (2003);
- Palestra sobre Advocacia Solidária (2003);
- Projeto Efetividade das políticas de atenção à criança e ao adolescente:
interfaces, limites e possibilidades (2004 – 2005);
- Projeto Re-Vivendo a Liberdade (2004);
- Pré-lançamento do filme “Justiça” (2004);
- Simulação de voto na Penitenciária Feminina Madre Pelletier (2004);
- Seminário Justiça Restaurativa (2004);
- Projeto Direito à Homoparentalidade (2004 – 2005);
- Promoção do evento Tribunal Internacional sobre Transgênicos (2004);
- Projeto ANPOCS (pesquisa Políticas de Atenção ao Egresso do Sistema
penitenciário do Rio Grande do Sul ) (2005);
- Campanha Nacional pelo Voto do Preso (2005);
- Oficina “O direito de voto do preso” (2005);
- Campanha 100% Direitos Humanos (2005);
- Prêmio: Certificado de Mérito Social RS – 2005, do Prêmio de
Responsabilidade Social da Assembléia Legislativa do Estado do Rio
Grande do Sul (2005);
- Projeto Jovem Legal (2005 – 2006);
- Campanha Nacional pelo Voto do Preso – Eleições 2006. (2006);
- Inspeções de Direitos Humanos (2006);
- Observatório de Direitos Humanos da Penitenciária Feminina Madre
Pelletier (2006);
- Representação no Comitê Estadual contra a Tortura no Rio Grande do Sul
(2006- 2007 – 2008);
- Participação no FUNCRIANÇA (desde 2006);
- Centro de Defesa da Criança e do A dolescente (CEDECA) Diego Braz
Gomes (desde 2007) e filiação à ANCED (Associação nacional dos Centros
de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente) bem como
participação de todas as suas atividades de formação, sensibilização e
articulação;
- Projeto Defesa Ampliada (CEDECA) (2007 – 2008);
- Pré-lançamento do filme “juízo” (2008);
- Participação em eventos e congressos nacionais e internacionais a
respeito de juventude, violência, p rocessos sociais e demais temáticas
envolvidas.
Publicações:
- Justiça Restaurativa – um caminho para os direitos humanos? (2004)
- Cartilha de Direitos Humanos (2004)
- Relatório Reforma do Judiciário (2004)
- Re-Vivendo a Liberdade (2005)
- O direito à homoparentalidade – cartilha sobre as famílias constituídas por pais homossexuais (2006)
- Mulheres e prisão: A experiência do Observatório de Direitos Humanos da Penitenciária Feminina Madre Pelletier (2007).